
Jornal Onze de Maio
PF/Polícia
3 de novembro de 2025
1 semana atrás
Goiás é o estado com maior número de laboratórios de cocaína do Brasil
Goiás é o estado com maior número de laboratórios de processamento de cocaína do país, segundo o estudo “Floresta em Pó”, divulgado no dia 30/10.
A publicação, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas em parceria com a Drug Policy Reform & Environmental Justice International Coalition, identificou 550 laboratórios em funcionamento no Brasil desde 2019 — 125 deles em território goiano.
A publicação, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e pela Drug Policy Reform & Environmental Justice International Coalition, aponta que o refino da droga pode ter adicionado mais de R$ 30 bilhões ao mercado criminoso no país.
Segundo o estudo, Goiás ocupa a liderança nacional com 125 laboratórios identificados entre os dias 19 de janeiro e 25 de julho deste ano. Em seguida aparecem Amazonas (42), São Paulo (37), Minas Gerais (34) e Mato Grosso (29). O Ceará figura na 12ª posição, com 15 laboratórios detectados.
O levantamento mostra ainda que outras regiões do país, incluindo o Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul, registraram números expressivos, reforçando que a produção de cocaína é um fenômeno presente em todas as regiões do Brasil.
Ranking de laboratórios de cocaína por estado:
Goiás: 125
Amazonas: 42
São Paulo: 37
Minas Gerais: 34
Mato Grosso: 29
Paraná: 25
Bahia: 24
Distrito Federal: 22
Rio Grande do Sul: 22
Mato Grosso do Sul: 20
Pará: 18
Ceará: 15
Alagoas: 14
Paraíba: 14
Sergipe: 14
Rio Grande do Norte: 13
Espírito Santo: 12
Santa Catarina: 11
Acre: 10
Rio de Janeiro: 10
Tocantins: 9
Amapá: 7
Pernambuco: 7
Maranhão: 5
Rondônia: 5
Piauí: 3
Roraima: 3
O estudo evidencia a extensão do problema e reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para enfrentar a produção e distribuição de drogas no país.
Jornal Onze de Maio
PF/Polícia
3 de novembro de 2025
1 semana atrás
Goiás é o estado com maior número de laboratórios de cocaína do Brasil
Goiás é o estado com maior número de laboratórios de processamento de cocaína do país, segundo o estudo “Floresta em Pó”, divulgado no dia 30/10.

A publicação, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas em parceria com a Drug Policy Reform & Environmental Justice International Coalition, identificou 550 laboratórios em funcionamento no Brasil desde 2019 — 125 deles em território goiano.
A publicação, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e pela Drug Policy Reform & Environmental Justice International Coalition, aponta que o refino da droga pode ter adicionado mais de R$ 30 bilhões ao mercado criminoso no país.
Segundo o estudo, Goiás ocupa a liderança nacional com 125 laboratórios identificados entre os dias 19 de janeiro e 25 de julho deste ano. Em seguida aparecem Amazonas (42), São Paulo (37), Minas Gerais (34) e Mato Grosso (29). O Ceará figura na 12ª posição, com 15 laboratórios detectados.
O levantamento mostra ainda que outras regiões do país, incluindo o Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul, registraram números expressivos, reforçando que a produção de cocaína é um fenômeno presente em todas as regiões do Brasil.
Ranking de laboratórios de cocaína por estado:
Goiás: 125
Amazonas: 42
São Paulo: 37
Minas Gerais: 34
Mato Grosso: 29
Paraná: 25
Bahia: 24
Distrito Federal: 22
Rio Grande do Sul: 22
Mato Grosso do Sul: 20
Pará: 18
Ceará: 15
Alagoas: 14
Paraíba: 14
Sergipe: 14
Rio Grande do Norte: 13
Espírito Santo: 12
Santa Catarina: 11
Acre: 10
Rio de Janeiro: 10
Tocantins: 9
Amapá: 7
Pernambuco: 7
Maranhão: 5
Rondônia: 5
Piauí: 3
Roraima: 3
O estudo evidencia a extensão do problema e reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para enfrentar a produção e distribuição de drogas no país.
Cocaína movimenta US$ 65 bilhões
De acordo com o levantamento, o faturamento total do mercado da cocaína no Brasil em 2024 chegou a US$ 65,7 bilhões. A maior parte dessa riqueza vem do atacado (60%), seguido pelo varejo (22%), refino e beneficiamento (17,99%) e cultivo (0,01%).
Os dados mostram que os laboratórios têm papel central em uma cadeia altamente lucrativa, responsável por lavar dinheiro do crime organizado e financiar outras atividades ilegais, como garimpo, extração de madeira e grilagem de terras.
Segundo o estudo, elaborado em parceria com o Instituto Fogo Cruzado, foram identificadas 235 unidades voltadas ao varejo e 180 ao atacado. As estruturas se dividem entre refino da pasta-base e adulteração da cocaína, processo conhecido como “engorda”, que aumenta o volume do produto final.
Distribuição e rotas internacionais
A pesquisa aponta que Goiás lidera o número de laboratórios (125), seguido por Amazonas (42), São Paulo (37), Minas Gerais (34) e Mato Grosso (29). Essas unidades estão ligadas às principais rotas do tráfico, como a do Solimões, que conecta a Amazônia aos portos de Barcarena (PA) e Santana (AP), e a chamada rota caipira, que cruza Bolívia e Paraguai até grandes centros do Sudeste e o porto de Santos (SP).
Os destinos mais comuns da droga brasileira são países da Europa — como Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Alemanha — além de Cabo Verde, Nigéria e nações do Caribe.
Tráfico em expansão
De acordo com o pesquisador Daniel Edler, do Instituto Fogo Cruzado e da Uerj, os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e cruzados com registros oficiais e reportagens. Ele destaca a ausência de dados governamentais padronizados sobre o tema.
Por: onzedemaio.com.br
