
Câmera de Itabela está em curto-circuito
Em Itabela, o roteiro político virou uma comédia de erros, daquelas que ninguém ri, só observa o caos se desenrolar.
A presidência da Câmara, que deveria funcionar como eixo de comando, parece ter entrado em modo “piloto automático”… só que sem piloto. O resultado? Uma base desgovernada, vereadores tomando decisões por conta própria e uma articulação que simplesmente evaporou.
O episódio envolvendo o apoio da maioria dos parlamentares ao filho do prefeito de Porto Seguro Jânio não foi apenas um movimento político comum, foi praticamente um “cada um por si” institucionalizado.
Enquanto a presidência tentava (ou fingia tentar) manter algum controle, os vereadores já tinham virado a página e escrito outro capítulo.
Nos bastidores, o comentário é um só: faltou pulso. E em política, quando falta pulso, sobra desgaste. A condução frouxa abriu espaço para insatisfação, que rapidamente virou rebeldia. O prestígio da presidência, que já não era lá essas coisas, agora parece ter entrado em liquidação total.
A Câmara virou um tabuleiro onde a peça principal perdeu relevância. Sem articulação firme, sem liderança clara e com decisões mal costuradas, o cenário atual escancara uma gestão que não consegue nem segurar a própria base.
E assim segue Itabela: com uma presidência cada vez mais isolada, vereadores jogando por conta própria e a política local parecendo mais um improviso mal ensaiado do que uma instituição organizada.
Se a ideia era manter controle, deu errado. Se era mostrar força, pior ainda. Porque, no fim das contas, o que ficou evidente foi o oposto: uma liderança em queda livre e uma Câmara que já não responde ao próprio comando.
Por: eunanews.com.br
